O que é?

A fibrilação atrial (FA) é a anormalidade do ritmo cardíaco mais comum no mundo todo 1. Trata-se de uma arritmia que leva o coração a bater em um ritmo irregular e descompassado, fora do padrão habitual, acompanhado ou não do aumento da frequência cardíaca 1.

A FA ocorre quando os sinais elétricos do coração falham e levam os átrios (câmaras cardíacas superiores) a se contraírem de maneira irregular. Esse processo leva a um acúmulo de sangue nessas câmaras, pois os batimentos irregulares deixam o fluxo sanguíneo mais lento 1.

Com o acúmulo de sangue no coração, pode-se formar um coágulo nos átrios. Este coágulo pode se desprender, entrar a circulação sanguínea e chegar em qualquer parte do corpo, como braços, pernas, ou – no caso mais perigoso de todos – no cérebro, o que pode provocar um AVC (acidente vascular cerebral) 2.


Sintomas e Fatores de Risco

Os sinais mais comuns da fibrilação atrial (FA) incluem palpitações, tontura, dores no peito e falta de ar 3. Entretanto, muitas pessoas não apresentam sintomas, especialmente quando a frequência cardíaca não é muito rápida 2.

Os riscos de desenvolver FA aumentam com a idade e duplicam a cada década 4. Sabe-se que algumas doenças e fatores relacionados ao estilo de vida podem desencadear a fibrilação atrial. São eles: hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca, envelhecimento, hipertireoidismo e o consumo frequente e excessivo de bebida alcoólica 5.


Impacto da FA

Devido as suas complicações, a fibrilação atrial (FA) pode impactar negativamente a vida dos pacientes, reduzindo, assim, o seu bem-estar físico e mental. Sabe-se que essa arritmia é um importante fator de risco para o acidente vascular cerebral (AVC).

O AVC, conhecido popularmente como “derrame”, figura como uma das principais causas de morte no país 6-7, tendo feito, apenas em 2015, cerca de 100 mil vítimas no Brasil 8, além de ser a principal causa de incapacidade funcional no mundo 9, devido ao seu potencial de ocasionar sequelas graves.

Estudos mostram que cerca de 70% dos pacientes que sofreram um AVC não retornarão ao seu trabalho, além de 30% dos pacientes necessitarem de auxílio para caminhar 10. Assim, o diagnóstico precoce e o tratamento da FA são essenciais para que as suas complicações não impactem a vida dos pacientes 11

Além disso, como muitos pacientes com fibrilação atrial não apresentam sintomas 1, é difícil para outras pessoas conhecerem e entenderem a doença. A pesquisa “A percepção dos brasileiros sobre doenças cardiovasculares”, desenvolvida pelo IBOPE CONECTA em parceria com a Boehringer Ingelheim, demonstra que 63% dos 2.001 entrevistados nunca ouviram falar em fibrilação atrial, enquanto 99% dos participantes já ouviram falar em trombose 12.


Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito de maneira simples, por meio do exame médico para escutar os batimentos cardíacos e aferição da pressão arterial. Para confirmar, o especialista poderá pedir um exame de eletrocardiograma, que fornecerá um registro dos impulsos elétricos cardíacos por meio de eletrodos colocados sobre a pele do tórax, braços e pernas. Na fibrilação atrial, esses impulsos são irregulares.

Para se certificar, o médico ainda pode pedir exames complementares. São eles:


Tratamento

Parte do tratamento da fibrilação atrial (FA) se baseia em reduzir o risco de AVC por meio de medicamentos para “afinar” o sangue (anticoagulantes) e restaurar a frequência e ritmo cardíaco 1. Porém, estudos mostram que cerca de 50% dos pacientes com FA não recebem tratamento de anticoagulação adequado, devido ao receio de acidentes ou sangramentos 13.


O que fazer em casos de acidentes?

Acidentes que ocasionam sangramentos emergenciais podem ocorrer a qualquer momento. Em 2016, por exemplo, mais de 200 mil vítimas de acidentes de trânsito foram hospitalizadas no país 14.

Para essas situações, em que pode ser necessário reverter completa e imediatamente o efeito anticoagulante em pacientes que precisam ser submetidos a procedimentos de emergência ou que apresentam sangramentos incontroláveis, já existe um agente reversor disponível no mercado brasileiro 15, de princípio ativo idarucizumabe.

Inovador, esse medicamento, já aprovado em 61 países, bloqueia especificamente as moléculas de dabigatrana, neutralizando o seu efeito coagulante em minutos e garantindo atuação imediata. Além disso, o estudo REVERSE-AD mostrou que o seu efeito tem duração de 24 horas, independente da idade, sexo função renal ou a concentração de dabigatrana tomada pelo paciente 16,17.


Referências

1- Atrial Fibrillation Fact Sheet, National Heart Blood and Lung Institute Diseases and conditions Index, October 2009. Disponível em https://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/af. Último acesso em 18 de setembro de 2017.

2- Fibrilação Atrial causa AVC/Derrame, Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Disponível em http://www.sobrac.org/publico-geral/?p=4389. Último acesso em 19 de setembro de 2017.

3- Atrial Fibrillation Fact Sheet, National Heart Blood and Lung Institute Diseases and Conditions Index, October 2009. Disponível em https://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/af/signs. Último acesso em 19 de setembro de 2017.

4- Lorga Filho, Adalberto et al. Diretriz de fibrilação atrial. Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2003, vol.81, suppl.6 [cited 2017-09-19], pp.2-24. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2003002000002&lng=en&nrm=iso. ISSN 0066-782X. http://dx.doi.org/10.1590/S0066-782X2003002000002. Último acesso em 19 de setembro de 2017.

5- Yoko Miyasaka, Marion et al. Secular Trends in Incidence of Atrial Fibrillation in Olmsted County, Minnesota, 1980 to 2000, and Implications on the Projections for Future Prevalence. Disponível em: http://circ.ahajournals.org/content/114/2/119. Último acesso em 19 de setembro de 2017.

6- Mansur Ade P1, Favaratto D1. Trends in Mortality Rate from Cardiovascular Disease in Brazil, 1980-2012. Arq Bras Cardiol. 2016 Jul;107 (1) 20-5. Doi:105935/abc.20160077.Epub2016 May 24.

7- Lessa I. Epidemiologia das doenças cerebrovasculares no Brasil. Ver. Soc. Cardiol. Estado de São Paulo. 1999; 4. 509-18.

8- Sistema de Informação de Mortalidade. Ministério da Saúde.

9- Feigin et al 2015-2016.

10- Moreira NR, Andrade AS, Ribeiro KS et al. Qualidade de vida em indivíduos acometidos por Acidente Vascular Cerebral. Rev Neurocienc 2015;23(4):530-537

11- GOMES, S.R.; SENNA, M. Assistência de enfermagem à pessoa com acidente vascular cerebral. Cogitare Enfermagem. v. 13, n. 2, p. 220-226, 2008

12- Pesquisa “A Percepção dos Brasileiros sobre Doenças Cardiovasculares”. Coleta de Dados pelo IBOPE CONECTA em parceria com a Boehringer Ingelheim. Análise de Dados feita pela Edelman Significa

13- Hylek EM, D'antonio J, Evans-molina C, Shea C, Henault LE, Regan S. Translating the results of randomized trials into clinical practice: the challenge of warfarin candidacy among hospitalized elderly patients with atrial fibrillation. Stroke. 2006;37(4):1075-80.

14- Vias Seguras. Estatísticas do Ministério da Saúde. Disponível em http://www.viasseguras.com.

16- Base de dados da Boehringer Ingelheim

17- Pollack, C.V. et al. Idarucizumab for Dabigatran Reversal – Full Cohort Analysis. New Engl J Med. 2017; DOI: 10.1056/NEJMoa1707278.